Política ao Vivo. Siga a gente no Instagram: @politicaaovivo

Foto: Reprodução instagram

Durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da oposição na Câmara Municipal, criticou o reajuste da tarifa de ônibus em Salvador, que passou de R$ 5,60 para R$ 5,90. Em entrevista ao BNews, ela afirmou que a medida foi tomada de forma ilegal, já que a Lei Orgânica do município exige a apresentação de uma planilha de custos à Câmara para justificar o aumento. “Eu acho um absurdo que o prefeito tenha decretado esse aumento sem ouvir a Câmara, inclusive de maneira ilegal, porque a lei orgânica do município estabelece que ele precisa ouvir a Câmara, apresentar a planilha de custos do transporte, e isso não foi feito mais uma vez. Aumentou logo após a Câmara ter aprovado um subsídio de R$ 67 milhões para os empresários. Então, é um absurdo, é um peso muito grande nas costas de uma cidade pobre como Salvador”, disse.



A vereadora também criticou o valor da passagem, apontando que Salvador tem a tarifa mais cara do Nordeste e uma das maiores do Brasil, superando capitais como Rio de Janeiro e São Paulo. Ela acusou a Prefeitura de manter uma frota sucateada, especialmente nos bairros periféricos. “A gente tem alguns ônibus no centro da cidade, ali pelo BRT, que têm ar-condicionado, que são novos, mas na periferia, onde está a grande massa da população, os ônibus são velhos. É uma frota sucateada. Eu própria estou indo nos finais de linha e estou vendo os ônibus todos pintados, cheios de barata, que param no meio do caminho. Então, é um horror muito grande para a população, esse sistema de transporte precário, caótico, para uma passagem tão cara”, afirmou.

Aladilce declarou que seguirá cobrando da Prefeitura uma contrapartida social para justificar o aumento da tarifa. Segundo ela, o subsídio aprovado pela Câmara não pode resultar em dupla cobrança para a população. “Esse ano a gente vai continuar firme, combatendo, dizendo que nós precisamos ter contrapartida social. Se o município dá subsídio, a população não pode pagar duas vezes, porque o subsídio é dinheiro público, é dinheiro da população. E o prefeito, infelizmente, foi insensível, tendo decretado imediatamente depois um aumento, deixando a passagem mais cara do que a de São Paulo, uma das mais caras do país. A gente vai continuar lutando contra isso”, concluiu.



Deixe sua opinião

Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.