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Foto: AFP

Após vencer o Globo de Ouro como Melhor Ator em Filme de Drama, Wagner Moura se posicionou politicamente ao comentar o contexto histórico retratado em O Agente Secreto. Ele defendeu a continuidade de produções sobre a ditadura militar e criticou Jair Bolsonaro. “Eu acho que temos que continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira. Aconteceu há 50 anos apenas. De 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita, fascista, no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Então a ditadura ainda é muito presente no cotidiano brasileiro”, declarou. As falas geraram reação de apoiadores do ex-presidente nas redes sociais, que passaram a chamar o ator de “mamateiro”.



A conquista rendeu ao baiano reconhecimento internacional e um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia realizada em Los Angeles premiou o brasileiro pelo papel em O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que também levou a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro. Durante a ligação, Lula parabenizou o artista e afirmou que ele é um “orgulho” para o Brasil. Em resposta, Moura destacou o incentivo do presidente à cultura. “Eu me lembro que você fazia umas sessões de cinema, mostrando que gosta de cultura, presidente. Isso é uma diferença muito grande para qualquer país que quer se desenvolver”, disse.

O presidente ressaltou a importância de estruturar políticas culturais permanentes e defendeu a criação de núcleos em cada município, além de mecanismos de fiscalização para garantir a aplicação dos recursos. “A gente vai conseguir colocar a cultura como uma coisa perene neste país. Ela ensina as pessoas, torna as pessoas mais cultas, mais politizadas e gera milhões de empregos”, afirmou. O ator respondeu emocionado: “Você não sabe a alegria que é falar com você e ouvir falar assim de cultura. É lindo, emociona e faz a gente ter certeza de que a gente está indo para o lugar certo, para o caminho certo”. O Agente Secreto, ambientado no Recife em 1977, acompanha a história de um professor perseguido pelo regime militar e garantiu a Moura o feito inédito de ser o primeiro brasileiro a conquistar o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama.

 



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Resumo das Políticas

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