Foto: Divulgação

Em entrevista ao site UOL, a Major Denice Santiago, comandante da Ronda Maria da Penha na Bahia, falou sobre a Polícia Militar que ela quer:

“A polícia ainda é uma organização doente. Precisamos fazer uma revolução na polícia. É possível que um PM entre na sua casa, sente na sala, converse e fique tudo em paz. É possível que a relação com a polícia dentro do lar não seja só pé na porta e violências institucionais, como as que sofrem pessoas nas periferias. É possível que a polícia fale com alguém, toque em alguém, sem que isso aterrorize. Eu não vou entrar em um bairro carente em Salvador de uma forma e, em um bairro rico, de outra. Tem que ser igual. O lugar onde a pessoa vive não pode determinar a forma como ela vai ser tratada. Agir assim é uma atitude higienista, de extermínio. Eu não consigo entender e aceitar que seja diferente. E eu acho que a Ronda é uma estrutura que permite essa interação humanizada entre policiais e a sociedade e devemos ampliar a experiência.”

 

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