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Esperada pela cúpula do PL no ato de 7 de setembro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participou da manifestação. Segundo aliados, a ausência ocorreu porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, não havia analisado o pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro para que Michelle fosse substituída nos cuidados com o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
De acordo com pessoas próximas à ex-primeira-dama, a presença de Michelle no ato poderia gerar questionamentos sobre quem ficaria responsável pelos cuidados de Bolsonaro durante sua ausência. A avaliação era de que uma eventual interpretação de que o ex-presidente estaria sem a assistência necessária poderia criar novos argumentos para uma possível transferência dele para um presídio.
“O problema é que, se ela fosse, ficaria no mínimo dez horas fora de casa. Ela é a responsável por ele. A Michelle é a carcereira dele, mais ou menos isso eu posso falar. Ela é quem cuida dele, da cela dele. Ela não queria ser candidata a senadora por causa disso. Então, não está fácil. E [Moraes] não autorizou ninguém a cuidar dele. O Alexandre quer prender os dois.”, disse Damares.



