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Foto: Reprodução rede social

O cientista político Creomar de Sousa afirmou que a atuação de Eduardo Bolsonaro, especialmente em interlocuções com o governo dos Estados Unidos, tende a gerar efeitos negativos para a candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro.



Segundo ele, durante o programa Mapa de Risco, do InfoMoney, embora esse movimento reforce a identidade do bolsonarismo mais ideológico, também dificulta a ampliação do apoio entre eleitores de perfil moderado, considerados estratégicos em uma disputa nacional.

A avaliação ocorre em meio a uma tentativa da campanha do senador de recuperar apoio de segmentos que se afastaram após os episódios envolvendo o Banco Master. Até o surgimento da crise, Flávio vinha consolidando uma imagem mais moderada em relação a outros integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Ainda assim, gera um problema quando você pega aquele perfil de eleitores, sobretudo de centro-direita, que está cansado da figura do Lula, mas que olha para o lado e não acha viável votar em Flávio pelo medo de que os elementos mais radicais do bolsonarismo aflorem em uma eventual presidência.”, disse.



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