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Crianças autistas de Salvador continuam sem a escola que a Prefeitura prometeu há cinco anos, mesmo depois de a gestão municipal pagar mais de R$ 12,5 milhões pela obra. A Escola Municipal do Curralinho, destinada ao atendimento de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), segue parada e sem previsão de entrega.



ACM Neto vende um modelo de gestão eficiente, mas, em Salvador, cidade governada por seu sucessor político, a Prefeitura encerrou o contrato com a empresa Nordeste Engenharia, responsável pela construção da unidade. A rescisão do contrato nº 137/2021 foi oficializada no Diário Oficial do Município na última sexta-feira (26). Dados do Portal da Transparência da Prefeitura apontam que a gestão desembolsou R$ 12.590.321,77 para a obra entre 2021 e 2025.

A previsão inicial era de que 800 alunos estivessem matriculados na unidade em 2023. Pelo número de vagas prometido, cada criança que ficou sem escola custou aos cofres públicos cerca de R$ 15,7 mil, sem que uma sala sequer tenha sido entregue à população.

Os repasses para a obra despencaram ano a ano, sinal de um abandono progressivo. A construtora recebeu R$ 4,3 milhões em 2023, R$ 2,6 milhões em 2024 e apenas R$ 296 mil em 2025. Em 2026, a empresa não recebeu nenhum novo repasse antes do cancelamento, o que reforça que a obra não avançou nos últimos meses.



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