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Foto: Divulgação
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto saiu em defesa da contratação de Jorge & Mateus para o Festival Virada Salvador e acusou administrações municipais de perseguição política contra artistas. Em publicação nas redes sociais, o bolsonarista citou Fortaleza e Recife e apresentou a manutenção da dupla na programação da capital baiana como um “exemplo de respeito à democracia”.
Ao defender a decisão da gestão de seu aliado Bruno Reis, Neto tratou a controvérsia como uma questão de liberdade política dos cantores. A discussão sobre contratação com dinheiro público, entretanto, também envolve prioridades de gastos e o direito da população de questionar as escolhas da prefeitura.
“Gente, prefeito não é dono do dinheiro público! Nem do voto de quem sobe no palco. Me poupe!”, escreveu. O argumento também vale para Salvador: justamente porque os recursos não pertencem ao prefeito, a contratação de uma atração está sujeita à cobrança pública, inclusive de quem discorda da decisão.
Neto tem o direito de defender a dupla, assim como o público tem o direito de criticar sua contratação. Ao classificar a contestação como intolerância, o ex-prefeito tenta colocar a escolha de seu grupo político sob o abrigo da democracia, enquanto desqualifica as manifestações contrárias.



