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Foto: Reprodução/YouTube

Um relatório da Polícia Federal apontou o candidato do União Brasil ao Governo da Bahia, ACM Neto, como uma possível liderança política de uma organização criminosa investigada por suspeitas de fraudes em contratos públicos e desvio de recursos. A avaliação consta de elementos da Operação Overclean reproduzidos em decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. A conclusão é uma linha investigativa da PF e não representa condenação ou decisão judicial que reconheça a participação de Neto em crimes.



Entre os elementos citados pelos investigadores estão 232 chamadas realizadas entre ACM Neto e o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, entre agosto e dezembro de 2024. Segundo a PF, a análise dos diálogos teria indicado uma posição hierárquica superior de Neto em relação a Moura dentro da estrutura investigada. O empresário já foi indiciado em apurações por suspeitas de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos. A informação foi publicada pela CNN Brasil.

A investigação também menciona articulações relacionadas à Prefeitura de Belo Horizonte. Em uma conversa com o então prefeito Fuad Noman, Moura teria afirmado que precisaria consultar ACM Neto antes de definir quais secretarias seriam ocupadas por seus indicados. Em outro diálogo, uma assessora da Secretaria Municipal de Educação teria afirmado que sua nomeação havia sido aprovada pelo político baiano. Os investigadores utilizaram esses episódios como elementos para sustentar a hipótese de influência política de Neto sobre as articulações examinadas.

A PF chegou a solicitar medidas de busca e apreensão contra ACM Neto, mas o pedido foi negado por Nunes Marques. Segundo informações reproduzidas na decisão, o ministro considerou que os elementos apresentados naquele momento não eram suficientes para autorizar a diligência. Neto nega envolvimento nas irregularidades e afirma que as acusações fazem parte de uma tentativa de interferência no processo eleitoral.



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