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Foto: Reprodução/Rede Social

Documentos que tramitam em uma ação no Supremo Tribunal Federal indicam que a Prefeitura de Salvador pode ter reduzido deliberadamente a oferta de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro. A circulação da frota equivalente à de dias úteis era prevista em decisão do próprio Supremo, em resolução do TSE para as eleições de 2026 e em decreto assinado pelo prefeito Bruno Reis três dias antes da votação.



Segundo reportagem do BNews, uma das principais evidências é um termo de inspeção assinado por dois juízes do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia em uma garagem do BRT, na Avenida Barros Reis. No documento, o supervisor do centro operacional declarou que a frota em circulação era inferior à dos dias úteis e que a empresa seguia orientação da Secretaria Municipal de Mobilidade. Com base no registro, o presidente do TRE-BA determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

Documentos apresentados pela própria Prefeitura também registram ônibus retidos nas garagens G5 e, posteriormente, nas unidades G1 a G4. Às 13h01, quando mais da metade do período de votação já havia transcorrido, a Semob determinou que as concessionárias colocassem nas ruas 100% da frota operacional programada para dias úteis. A administração municipal reconheceu que a medida exigiria a mobilização extraordinária de centenas de veículos. A Prefeitura, contudo, nega ter ordenado a redução do serviço e atribui os atrasos à presença de adesivos com a estrela e o número 13, associados à campanha de Lula, em cerca de 75 ônibus.

Às 15h46, a Federação Brasil da Esperança, com apoio de Psol-Rede, PDT e PSB, levou o caso ao STF. O ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h em todo o país, mas a ordem só chegou aos tribunais regionais às 17h49, quando parte das urnas já havia sido fechada. O mérito da ação, que deve esclarecer se houve descumprimento da decisão judicial em Salvador, ainda não foi julgado. Também aguarda análise o pedido para que a Prefeitura e as empresas de transporte apresentem dados de GPS e bilhetagem.



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Resumo das Políticas

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