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Foto: Reprodução/Flickr Jerônimo Rodrigues
Jerônimo Rodrigues mal comemorou a própria reeleição. Saiu de Salvador para se colocar como soldado do presidente Lula. Nos primeiros dias, rodou o país ao lado dele. Depois, percorreu a Bahia: extremo sul, sertão, norte, Chapada. Mobilizou centenas de prefeitos, reuniu aliados, chamou a sociedade civil para atos em Salvador. Fez campanha com a disposição de quem ainda tinha o próprio nome na urna. Como se também estivesse no segundo turno.
Havia acabado de vencer ACM Neto por mais de um milhão de votos de diferença. Uma vitória sobre quem, durante anos, foi apresentado como uma das maiores promessas da política brasileira. Tinha motivos para descansar, celebrar, receber homenagens. Escolheu a estrada. Transformou a força que recebeu dos baianos em combustível para a caminhada de Lula.
Nesta terça-feira, uma cena deu forma a esse crescimento. Jerônimo atravessou a ponte entre Juazeiro e Petrolina ao lado do presidente. Do outro lado, balançou a bandeira de Pernambuco e foi aclamado pelos pernambucanos. A ponte ligava duas cidades, mas a imagem dizia mais: a liderança construída na Bahia já encontrava reconhecimento em outras terras.
É assim que Jerônimo ganha dimensão regional e espaço entre os principais nomes do PT no país, sobretudo no Nordeste. Pela presença, pela capacidade de reunir gente, pela disposição de assumir uma campanha que poderia apenas apoiar de longe. Enquanto muitos faziam contas sobre o futuro, ele seguia fazendo campanha.
Agora, já há quem fale em voos maiores.



