
Ascom / Prefeitura de Salvador
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rejeitou o pedido da coligação Unidos para Mudar a Bahia, encabeçada pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que pretendia retirar do ar o perfil do Política ao Vivo no Instagram. Para o Justiça, a suspensão de um perfil de caráter jornalístico é uma medida extrema e incompatível com a liberdade de imprensa.
A representação chama atenção pelo tom das acusações. Na tentativa de justificar a retirada completa do perfil, a campanha de ACM Neto afirma que o Política ao Vivo atuaria como um “comitê virtual de guerrilha eleitoral digital” sob a roupagem de cobertura jornalística.
A ofensiva vai além. A coligação tenta transformar praticamente toda a linha editorial do veículo em prova de propaganda eleitoral antecipada. A petição questiona desde o vocabulário utilizado nas reportagens até trilhas sonoras, jingles, músicas e efeitos de áudio.
Na decisão, o magistrado registrou que precisou analisar centenas de postagens. Também ressaltou que retirar do ar um canal jornalístico representaria censura prévia sobre futuras publicações, medida admitida apenas em situações absolutamente excepcionais.
No fim, a principal pretensão da campanha de ACM Neto foi rejeitada – e a democracia preservada. O TRE-BA manteve o Política ao Vivo em funcionamento, recusou o pedido de suspensão integral do perfil e também afastou a tentativa de impor controle prévio sobre futuras publicações. Em caráter liminar, determinou apenas a remoção de quatro conteúdos específicos, que serão discutidos no decorrer do processo.



