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Foto: Reprodução/Rede Social
A Prefeitura de Salvador continuou realizando pagamentos a empresas investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por suspeitas de participação em um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. Os repasses ocorreram mesmo após o prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmar que os contratos com as empresas investigadas seriam cancelados.
A operação do MP-BA, que apura um suposto esquema envolvendo empresas e agentes ligados à administração municipal, levou ao afastamento de Luciano Sandes, então secretário de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro. Segundo as investigações, ele teria atuado em favor das empresas dentro da estrutura da prefeitura.
Após a ação, Bruno Reis declarou que os contratos com as cinco empresas investigadas seriam encerrados. No entanto, dados do Portal da Transparência apontam que a gestão municipal realizou novos pagamentos a empresas citadas na investigação.
A Podium Distribuidora recebeu sete repasses após a operação, totalizando R$ 132,5 mil. A G3 Polaris também continuou recebendo recursos públicos, com três pagamentos que somam R$ 19,7 mil. Segundo o MP-BA, as duas empresas fazem parte do grupo investigado, que teria movimentado cerca de R$ 321 milhões em contratos com a Prefeitura de Salvador entre 2015 e 2026.
Além da Podium e da G3 Polaris, também são investigadas a LN Distribuidora, a WLSP Logística e a MP2 Construções. Conforme o Ministério Público, o grupo teria atuado de forma coordenada para disputar licitações, obter contratos públicos e garantir pagamentos dentro da administração municipal durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis.



