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O Governo do Estado vai apoiar a participação de startups e empresas de base tecnológica da Bahia em três dos principais encontros de inovação e empreendedorismo do país. As missões empresariais serão realizadas entre agosto e setembro de 2026, com destinos ao Deep Tech Summit, em São Paulo; ao Startup Summit, em Florianópolis; e ao HackTown, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais.
A iniciativa integra o Bahia Tech Experience (BTX), executado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti) em parceria com o Sebrae Bahia, por meio do Convênio de Cooperação Técnica e Financeira nº 001/2024. O acordo prevê ações para fortalecer as empresas inovadoras do estado, ampliar sua competitividade e promover conexões com investidores e mercados nacionais e internacionais. Entre as entregas previstas estão missões técnicas empresariais destinadas a facilitar o acesso das startups baianas aos principais ecossistemas e eventos brasileiros de inovação.
A programação começa com a Missão Bahia – Deep Tech Summit 2026, realizada em São Paulo entre os dias 10 e 15 de agosto, com participação no evento nos dias 11 e 12. Reconhecido como um dos principais encontros latino-americanos voltados às deep techs, o Summit reúne startups científicas, pesquisadores, investidores, indústrias e gestores públicos interessados em tecnologias de fronteira. (Emerge Brasil)
Na sequência, empreendedores baianos participam da Missão Bahia – Startup Summit 2026, em Florianópolis, entre 24 e 28 de agosto. O evento será realizado de 26 a 28 de agosto, no CentroSul, e tem previsão de reunir cerca de 10 mil participantes e mais de 200 palestrantes, incluindo startups, fundos de investimento, grandes empresas e instituições do ecossistema de inovação. (SC Acate)
A terceira agenda será a Missão Bahia – HackTown 2026, entre os dias 3 e 7 de setembro, em Santa Rita do Sapucaí. Conhecida como o “Vale da Eletrônica”, a cidade mineira se transforma durante o festival em um grande ambiente de experiências, debates e conexões envolvendo tecnologia, criatividade, cultura, empreendedorismo e novos modelos de negócio. (HackTown)
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Edson Porto, as missões representam uma estratégia de desenvolvimento econômico e de inserção dos empreendedores baianos em ambientes nacionais de alta competitividade.
“O Governo da Bahia está criando caminhos para que as nossas startups tenham acesso a investidores, grandes empresas, conhecimento e novos mercados. As missões empresariais não são apenas viagens para participação em eventos. São instrumentos de desenvolvimento, geração de negócios e fortalecimento de empresas que podem criar empregos qualificados e soluções para os desafios da Bahia”, afirma Edson Porto.
Para o superintendente de Inovação da Secti, Edmilson Pereira dos Santos, as missões empresariais fortalecem a capacidade das startups baianas de transformar conhecimento e tecnologia em resultados concretos para a economia.
“A participação nesses grandes eventos nacionais amplia o horizonte dos nossos empreendedores e aproxima as startups baianas de investidores, empresas, universidades e novos mercados. Mais do que promover conexões, essas missões ajudam a qualificar os negócios, identificar oportunidades e acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras com potencial de gerar emprego, renda e competitividade para a Bahia”, afirma Edmilson Pereira dos Santos.
Conexões para transformar inovação em negócios
Uma missão empresarial permite que os empreendedores conheçam tendências, apresentem suas soluções, validem produtos e modelos de negócio e mantenham contato direto com fundos de venture capital, aceleradoras, centros de pesquisa, potenciais clientes e grandes corporações.
Para o diretor de Inovação e Competitividade da Secti, Sócrates Santana, a participação nos eventos também ajuda as empresas a reduzir a distância entre o desenvolvimento tecnológico e a entrada efetiva no mercado.
“Uma startup pode avançar meses em poucos dias quando participa de uma missão bem planejada. Ela consegue testar a sua proposta com potenciais clientes, conversar com investidores, observar concorrentes, conhecer tecnologias e construir parcerias. Nosso objetivo é fazer com que as startups baianas retornem dessas experiências com contatos qualificados, oportunidades comerciais e uma visão mais clara sobre os próximos passos para crescer”, destaca Sócrates Santana.
🚀 Inscrições abertas | Missão Bahia – Deep Tech Summit 2026
Startups e empresas inovadoras baianas: participe da missão empresarial para o maior evento de deep tech da América Latina, em São Paulo!
✈️ Passagem + 🏨 hospedagem + 🎟️ evento + 🔬 visitas técnicas
📅 10 a 15/08/2026 | Evento: 11 e 12/08
👉 Inscreva-se: https://programas.sebraestartups.com.br/in/deeptech-summit-2026-missaobahia
🚀 Inscrições abertas | Missão Bahia – Startup Summit 2026
Startups, negócios inovadores e empresas de base tecnológica baianas: participe da missão do empresarial em Florianópolis/SC!
✈️ Passagem + 🏨 hospedagem + 🎟️ evento + 🚐 transfer + 🏢 visitas técnicas
📅 24 a 28/08/2026 | Evento: 26 a 28/08
👉 Inscreva-se: https://programas.sebraestartups.com.br/in/startupsummit2026-missaobahia
🚀 Inscrições abertas | HackTown 2026 –
Estão abertas as inscrições para a Missão Empresarial Bahia – HackTown 2026, uma oportunidade para startups, negócios inovadores e empresas de base tecnológica baianas viverem uma imersão em um dos principais festivais de inovação, criatividade, tecnologia, negócios e cultura do Brasil.
📍 Santa Rita do Sapucaí/MG
✈️ Passagem + 🏨 hospedagem + 🎟️ evento + 🔬 visitas técnicas
📅 3 a 7 de setembro de 2026
🎯 20 vagas disponíveis
👉 Inscreva-se: https://programas.sebraestartups.com.br/in/missao-bahia-hacktown-2026
Atenção especial às startups de base científica
A participação no Deep Tech Summit reforça o olhar do Governo da Bahia para as chamadas deep techs, empresas criadas a partir de conhecimento científico avançado, pesquisas de longo prazo e tecnologias complexas, com aplicações em áreas como biotecnologia, saúde, agronegócio, energia, inteligência artificial, novos materiais e sustentabilidade.
O Brasil concentra aproximadamente 70% das deep techs mapeadas na América Latina, com forte presença de soluções ligadas à biotecnologia, à saúde e ao agronegócio. Apesar da capacidade científica do país, o acesso ao capital privado ainda é um dos principais desafios: levantamentos indicam que 47% dessas empresas nunca receberam investimentos, enquanto os recursos públicos permanecem fundamentais para levar pesquisas e tecnologias até o mercado. (Revista Pesquisa Fapesp)
Esse cenário evidencia a importância de aproximar pesquisadores e empreendedores dos investidores e das grandes empresas. Como as deep techs normalmente precisam de períodos mais longos de pesquisa, testes, certificações e desenvolvimento, o chamado “capital paciente” é decisivo para que as soluções consigam alcançar escala comercial.
“A Bahia possui universidades, pesquisadores, parques tecnológicos, ambientes de inovação e uma produção científica com grande potencial para gerar empresas. Precisamos construir pontes entre esse conhecimento, o capital e o mercado. Ao levar empreendedores para um ambiente especializado em deep techs, buscamos acelerar essa conexão e ampliar as possibilidades de transformar ciência baiana em inovação, receita, emprego e desenvolvimento”, acrescenta Sócrates Santana.
Bahia lidera ranking regional do Inova Simples
As missões acontecem em um momento de crescimento do empreendedorismo inovador no estado. Em junho de 2026, a Bahia chegou a 490 empresas ativas enquadradas no Inova Simples, ocupando a primeira posição do Nordeste.
Entre março e junho, o número de empresas passou de 399 para 490, um aumento absoluto de 91 registros e crescimento de 22,81%. Pernambuco aparece na segunda colocação, com 432 empresas, seguido por Piauí, com 330; Maranhão, com 299; e Ceará, com 297.
Os resultados reforçam uma trajetória que vem sendo estimulada por ações de sensibilização, capacitação, aceleração, missões empresariais, desafios tecnológicos e grandes encontros de inovação. O Startup Day, por exemplo, foi realizado simultaneamente em 11 cidades baianas em 2025, promovendo conexões entre empreendedores, investidores, mentores, universidades e instituições de apoio.
Segundo Sócrates Santana, a liderança regional precisa ser acompanhada de políticas que ajudem as novas empresas a permanecer no mercado e ampliar seu faturamento.
“O crescimento do Inova Simples mostra que existe uma nova geração de empreendedores criando negócios inovadores na Bahia. O desafio agora é apoiar essas empresas para que elas avancem da formalização para a validação, da validação para a tração e da tração para a escala. As missões fazem parte dessa jornada, porque colocam os empreendedores em contato direto com mercados, investidores e oportunidades”, afirma.
Impacto econômico dos eventos
Além dos resultados para cada startup participante, as missões inserem a Bahia em uma indústria que possui grande relevância econômica. Estudo divulgado em 2026 apontou que o setor brasileiro de eventos movimentou R$ 813,5 bilhões em 2024, valor equivalente a 4,6% do Produto Interno Bruto nacional, além de gerar aproximadamente 12,7 milhões de empregos. (ABRAFESTA)
Nos eventos especializados em tecnologia, o impacto também se traduz na formação de redes, contratação de serviços, geração de investimentos e aproximação entre startups e grandes compradores. No Startup Summit, por exemplo, a edição de 2026 pretende reunir os principais atores do ecossistema brasileiro e ampliar as iniciativas de internacionalização das empresas participantes. (Startup Summit)
O apoio às missões integra uma estratégia mais ampla do Governo da Bahia para posicionar o estado como referência nacional em empreendedorismo inovador. O convênio entre a Secti e o Sebrae Bahia prevê investimentos conjuntos de R$ 15 milhões, sendo R$ 7,5 milhões aportados pelo Estado e R$ 7,5 milhões pelo Sebrae, destinados a ações como missões empresariais, aceleração, meetups, desafios tecnológicos, Startup Day, Empretec Startups e Bahia Tech Experience.
Com as três agendas, a expectativa é ampliar a presença das empresas baianas nos principais centros de inovação do país, estimular a geração de contratos e investimentos e fortalecer a imagem da Bahia como um ambiente preparado para o desenvolvimento de negócios tecnológicos e de alto impacto.



